sábado, 19 de maio de 2012

Pra onde eu vou?

Pra quem ainda não percebeu, criei uma enquete aqui do lado pra descobrir a opinião dos leitores do blog sobre o meu próximo destino e como fazer as postagens bombarem de novo! Não que a opinião de vocês realmente conte alguma coisa, mas enfim, vale a ilusão... Às vezes aproveito os finais de semana pra explorar alguns locais de bicicleta com o meu pai, as fotos de hoje são da Rua Mundo Novo, entre Botafogo e Laranjeiras. Já vai fazer 6 meses que estou 'de férias' no Brasil, no início até que era divertido, encontrei com todo mundo, ia pra praia quase todo dia, mas como a galera já voltou a trabalhar e eu continuei à toa, tô mesmo é contando os dias pra viajar de novo. Em breve descobriremos pra onde (!).

Não sei se alguém ainda se lembra aquele concurso de aplicativos da prefeitura do Rio de Janeiro? Então, estou participando, agora com apps para Android, quem quiser testar ou mesmo só votar (dá pra fazer login via facebook!), seguem os links abaixo:

http://rioapps.com.br/#/galeria-apps/app/?/150
http://rioapps.com.br/#/galeria-apps/app/?/160
http://rioapps.com.br/#/galeria-apps/app/?/57

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Dinâmicas de grupo

Não sei se é por causa da crise ou o quê, mas sempre que posto sobre entrevistas de emprego, bombam comentários no blog rapidinho. Depois de toda dinâmica eu sempre faço uma avaliação do que deu certo e do que não funcionou tão bem assim. Nessa última de Macaé, além do óbvio (baixar e ler o relatório anual da empresa, pesquisar na internet e checar no glassdoor.com), também falei com vários amigos que já tinham feito o processo. Ajuda muito não chegar de surpresa.

Falaram que numa das atividades chegavam berrando e perguntava se estava todo mundo com os equipamentos de segurança, ao responder que sim, soltavam uma bronca que você não estava sendo nada responsável, pois um dos recrutadores mais afastado não estava usando capacete e é de sua responsabilidade a segurança de todos. Minha amiga disse que ela foi até o recrutador e pediu gentilmente que ele colocasse o capacete, acabou tomando uma bronca gigantesca na frente de todo mundo que não é pra solicitar o cumprimento de normas de segurança que nem uma florzinha.

Com tudo isso que os meus amigos me falaram, tentei sempre mostrar segurança, sendo bastante firme em tudo o que eu falava, mas acho que isso pode ter parecido arrogância e inflexibilidade. Comentei discretamente com os candidatos tudo o que eu sabia do processo, e acho que isso foi um ponto positivo, a galera era muito gente boa e todo mundo se ajudava no que dava. Como já tinha recebido a proposta da minha empresa e não pretendia trocá-la, o fato de não ter mostrado tanta motivação também deve ter pesado contra. Mas além da experiência toda em si - que eu aprendi bastante -, valeu a pena ter feito vários contatos, continuo falando com uma galera dessas dinâmicas via facebook.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Rio, estado da bicicleta

Segunda passada teve um café da manhã num hotel aqui em Copacabana com vários 'xerifes' do Estado e do município do Rio de Janeiro apresentando soluções para melhorar o transporte com bicicletas, bastante chapa branca, mas teve muita coisa legal. Devem lançar em breve uma ciclovia ligando a Praça Saens Peña à Praça XV e doar não sei quantas bikes na estação de trem de Queimados. O cônsul da Holanda no Rio falou de algumas iniciativas e do apoio a políticas públicas na cidade. Também falaram do World Bike Tour, um passeio ciclístico com inscrições de R$200 que incluiam capacete, camiseta e a própria bicicleta. Eu fui convidado por causa do mapa que fizemos na Transporte Ativo, que mostra bicicletários, pontos de aluguel, oficinas, ciclovias, entre outros, mas nossa apresentação acabou cortada.

Aproveitei pra trocar contatos com uma galera super gente fina e me inscrevi em algumas listas de e-mails. Descobri por exemplo que haviam sobrado vagas pro passeio de domingo e estavam vendendo as últimas bicicletas. Corri e comprei uma incrição para mim e para o meu pai. Pelo preço que pagamos, as bicicletas valeram muito a pena! A cidade também saiu ganhando, afinal, vieram mais 6 mil bicicletas para as ruas. Talvez um pouco menos, pois eram incontáveis os paulistas que estavam amarrando as bikes no carro e levando tudo pra Sampa... Como eu já tenho uma bicicleta, passei a que eu ganhei pro meu primo, que agora está trabalhando mais perto de casa e acho que precisava de um empurrãozinho pra largar essa dependência dos ônibus.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Em território Inimigo II

Voltamos pro hotel, todo mundo ainda com os berros dos recrutadores na cabeça ('Por que você não tá fazendo nada? Mas você não é engenheiro elétrico, e como é que não sabe mexer com isso?? É pra ontem, PORRA!!!'). Fomos divididos e recebemos um case de 5 páginas em inglês e um papel para cada membro do grupo: gerente de RH, chefe de finanças, especialista em segurança, etc. Era um caso real de uma situação bem complicada: 2 engenheiros sêniores brigaram na plataforma pela cama de baixo da beliche e um deu uma martelada no outro; claro que a operadora da sonda exigiu que os dois saíssem imediatamente e realocassem outra pessoa, só que o único cara disponível da empresa estava virado de outro trabalho e com férias planejadas há tempos, e uma outra engenheira estava fora do país e levaria 2 dias para chegar.

Depois de ler o caso e discutir uma solução com o grupo, fomos chamados para entrar na sala, onde os recrutadores simulavam os clientes. Apresentamos o caso, tudo em inglês, ressaltamos que isso nunca aconteceu antes na história da empresa, estávamos tomando medidas para punir os brigões e alterar o treinamento para embarcar. Enviaríamos o cara virado, mas contando que ele pudesse descansar 6h na plataforma antes de começar, por questões de segurança já que é um trabalho que exige muita atenção. Claro que não esperávamos ser tratados com muita simpatia, mas nos cortaram no meio das nossas falas, nos chamando de incompetentes, que não sabíamos o que estávamos fazendo, não deveriam nunca ter nos contratado, que isso não era solução porcaria nenhuma, que eles precisavam de um cara agora, não iam pagar pra ninguém ficar dormindo, era dinheiro deles e problema nosso! Tentei retrucar que simplesmente não tinha mais ninguém da empresa disponível que soubesse fazer o trabalho, mas fui interrompido novamente por um dos recrutadores que bateu forte com a mão fechada na mesa e soltou um bocado de palavrões que isso era inaceitável, e blablabla. Final das contas: sugeriram a gente pagar uma multa de 12h de perfuração (cerca de meio milhão de dólares), e eu (chefe de finanças) topei na mesma hora sem consultar o resto do grupo, que no final também concordou.

Todas as apresentações foram parecidas, descascavam em cima de todo mundo independente do que fizessem. Finalmente fomos todos comer, já morrendo de fome. Depois do longo jantar, a surpresa: tínhamos que ler um artigo de 12 páginas com letras miúdas em inglês e montar uma apresentação e como vamos relatar a experiência para às 6h do dia seguinte. Tirei xerox do artigo pro meu grupo na recepção do hotel e nos juntamos para montar os slides no meu quarto. A última pessoa saiu do meu quarto às 4h50 e eu acordei às 5h15 pra tomar banho e me preparar. Como via de regra, todas as apresentações eram em inglês e assistimos de todo mundo. Depois do almoço rolaram as entrevistas induviduais e só umas 18h é que fomos liberados. Se não contar os 20 min que cochilei de madrugada, dá umas 40h acordado direto, cheio de estresse! Como eu disse, nada como passar 2 dias trânqüilos num hotel cheio de estrelas de frente para a melhor praia de Macaé :-)

sábado, 31 de março de 2012

Reconhecendo território inimigo

Logo depois de receber a minha primeira proposta de trabalho, fui chamado pra participar do processo seletivo da arqui-rival da minha empresa, também naquele esquema de 2 dias num hotel 5 estrelas de frente pra melhor praia de Macaé com todas as refeições pagas. Tentador, não? Como meus amigos falaram que era um processo bacana onde se aprendia muito, resolvi encará-lo também. Chegamos em Macaé umas 3 da tarde, espalhei pra todos os candidatos tudo o que eu sabia do processo. Apesar de estarmos de frente pro mar, a recutadora nos proibiu de ir pra praia. Assim que cheguei no hotel, tentei dormir o máximo possível de tarde. De noite tivemos um jantar com recrutadores e diversos gerentes, e assim que fomos dispensados, tratei de descansar o quando pude. Sem graça, nos deixaram dormir a noite toda, no dia seguinte às 6h da manhã nos apresentamos, falamos um adjetivo com a inicial do nosso nome e outras coisas mais de RH, tudo em inglês.

Depois do café da manhã partimos para a base, onde os gerentes fizeram apresentações super legais, uma geralzona e outras das diferentes áreas de atuação da empresa. Mais umas dinâmicas de RH, depois almoço, capacete, botas, óculos de proteção e todo mundo foi separado para 5 atividades em grupo. A primeira era só medir e desenhar uma ferramenta com uma trena (incluindo diâmetros, cortes, etc.); depois tínhamos que limpar um contêiner e alocar cabos elétricos numa caixa, com uma recrutadora berrando grosseiramente no ouvido de todo mundo o tempo todo; depois era medir a resistivdade e condutividade de uma peça (também com os recrutadores testando sua paciência); instalar um botão; e finalmente colocar e retirar brocas numa peça. O objetivo disso tudo é testar como os candidatos se comportam sob pressão, já que em nenhuma das atividades eles te deixam 'trânqüilo', agem sempre como clientes impacientes, que é mais ou menos como ocorre na vida real. (Continua...)

sábado, 24 de março de 2012

Ciclovia Artur Xexéo

Semana passada o Artur Xexéo publicou uma matéria no jornal que deixou muito gente irritada. Basicamente ele defendia que ciclovias no Rio de Janeiro deveriam ser apenas na orla da praia ou da lagoa, que ninguém sério usa bicicleta nessa cidade pra ir trabalhar e que isso só funciona em país frio. Claro que eu me senti muito incomodado, sempre que posso vou de bike de Copacabana pro Centro, nunca morri desidratado por causa disso e várias pessoas na cidade toda a utilizam como uma alternativa de transporte. Em bairros mais afastadas da praia (tipo Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, etc.), são as regiões onde mais se usa a bicicleta na cidade, locais que não deveriam sequer existir ciclovias segundo a lógica perversa do colunista de não atrapalhar o transporte motorizado.


Claro que a cidade não é perfeita, sofremos uma falta de vias apropriadas para andar de bicicleta, mas é óbvio que quanto mais ciclovias ou ciclofaixas forem criadas, mais pessoas irão adotar as magrelas no dia-a-dia. Notícias assim num jornal grande só atrapalham a aceitação de tais políticas públicas. Marcamos um evento no facebook para protestar pelas ciclovias mal-acabadas na cidade e em homenagem a todos que passam por ali, inagurar a 'Ciclovia Jornalista Artur Xexéo' (o jornalista não coube na plaquinha!). Fechamos o dia com pastéis, petiscos e bebidas no bar da Urca, na muretinha de frente pro baía... Foi muito legal ver uma galera que eu só conhecia via e-mail, e acabei voltando pra casa com uma ciclista que mora na minha rua.

Abaixo o link para a polêmica coluna do Xexéo:
http://oglobo.globo.com/cultura/xexeo/posts/2012/03/14/uma-ciclovia-incomoda-muita-gente-435784.asp

terça-feira, 13 de março de 2012

Nadando contra a correnteza

Pelo que eu entendi, a Marilene sofre de esclerose múltipla, às vezes ela perde os movimentos de um braço, de uma perna, mas com tratamento eles voltam. De um dia pro outro ela acordou cega e, claro, tentou de tudo para voltar a enxergar, mas segundo a minha amiga ela voltou mesmo a viver de novo quando desistiu de ficar procurando a cura e descobriu que podia ser feliz assim mesmo. Voltou a fazer o que gostava, deu aulas de culinárias e hoje recebe uma bolsa do governo brasileiro para competir como pára-atleta. Hoje ela já tem mais de 50 anos e não conseguiu mais atingir o índice olímpico para receber a bolsa como atleta de natação, mas ela é uma daquelas pessoas batalhadores que não desiste no primeiro obstáculo, tentou de tudo para continuar no esporte e conseguiu atingir nível pára-olímpico no lançamento de dardos.

O Wilter, marido da Marilene, não enxerga desde os 16 anos, acho que ele caiu do telhado ou algo assim, mas também leva a vida bem trânqüilo. Trabalha numa câmara escura como operador de raio-X, aparentemente um emprego comum entre cegos, e começou a competir por influência da esposa, e também porque gosta de natação. Ele tem um problema na perna e iria nadar bem devagar. Eu fiquei de guiá-lo durante a competição. Meu maior medo era pra entrar na água, já que eles não conseguem ver quando a onda está chegando, mas demos sorte e o mar estava uma piscina! Só a água estava gelada, 19°C, e muita gente desistiu logo nos primeiros 500m. Ser um guia na competição é muito mais responsabilidade: desistir no meio da prova significa também acabar com o sonho de alguém que se preparou pra caramba pra essa prova só porque o guia cansou ou achou que a água estava gelada demais...

A maior dificuldade foi que estávamos nadando contra a correnteza e mesmo lá no fundo as ondas estavam bem cheias, e jogavam toda a hora pra praia. Tive de corrigir o Wilter quase que o tempo todo, mas chegamos até o fim da prova e deixamos um monte de gente pra trás! No final das contas, a Marilene - que estava se poupando para as provas de atletismo - terminou em primeiro, e eu e o Wilter, em 5° lugar da categoria, uma experiência e tanto!